Mostrando postagens com marcador Textos especiais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Textos especiais. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013


“Se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela, tampouco a sociedade muda”. Paulo Freire

Acreditar na educação e nas possibilidades de transformação desta numa sociedade mais justa e humana é um dos grandes desafios que nós educadores temos enfrentado. Desafio esse que nos impulsiona a sonhar e a lutar para que uma outra visão de homem e sociedade seja real a partir de nossa intervenção nessa sociedade.
Contemplar nossos alunos se desenvolvendo e expressando sua arte através dos desenhos e poesias é algo de um valor imensurável, pois ressaltamos a importância desse trabalho e da valorização da participação e do envolvimento de cada um.  Reconhecemos o desenvolvimento de habilidades e de muitas potencialidades que desvela a história de cada indivíduo: suas influências familiares e culturais, no modo de vida de seu grupo social.
Parabéns  aos professores e equipe que tem incentivado e trabalhado com os alunos levando-os a acreditar e expressar sua arte e suas idéias, sobretudo a sua subjetividade, na sua forma própria de ver, reagir, sentir o mundo e sonhar.
  Nunca desistam dos seus sonhos! Sejam felizes! "Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós." Antoine de saint-Exupery.
Adriana Cabral Pereira de Araujo  - Orientadora Pedagógica

Quem planta no presente colhe no futuro.


Plante o futuro

       Um senhor já idoso amava muito as plantas. Todos os dias acordava bem cedo para cuidar de seu jardim. Fazia isso com tanto carinho e mantinha o jardim tão lindo que não havia quem não admirasse suas plantas e flores.
Certo dia resolveu plantar uma jabuticabeira.Enquanto fazia o serviço com toda  dedicação, aproximou-se dele um jovem que lhe perguntou:
- Que planta é essa que o senhor está cuidando?
- Acabo de plantar uma jabuticabeira! - respondeu.
- E quanto tempo ela demora para dar fruto? - indagou o jovem.
- Ah! Mais ou menos uns 15 anos - respondeu o velho.
- E o senhor espera viver tanto tempo assim? - questionou o rapaz.
- Não meu filho, provavelmente não comerei de seu fruto.
- Então, qual a vantagem de plantar uma árvore se o senhor não comerá de seu fruto O velho, olhando serenamente nos olhos do rapaz, respondeu:
- Nenhuma, meu filho, exceto a vantagem de saber que ninguém comeria jabuticaba se todos pensassem como você.
   O rapaz, ouvindo aquilo, despediu-se do velho e saiu pensativo.Depois de caminhar um pouco, encontrou à sua frente uma árvore e parou para descansar à sua sombra.
    De repente olhou para cima e percebeu que se tratava de uma jabuticabeira carregada de frutos maduros.
      Pôde então saborear deliciosas jabuticabas. Enquanto comia, lembrou-se da sua conversa com o velho e refletiu: "Estou comendo esta jabuticaba porque alguém há 15 anos atrás plantou esta árvore.Talvez essa pessoa não esteja mais viva, mas seus frutos estão."O importante é plantar e saber que um dia alguém será beneficiado.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A colcha de retalhos

Para fazer uma colcha de retalhos, precisamos juntar vários pedacinhos, cada pedacinho possui uma cor, uma largura, uma altura, uma forma, um estilo…


Se usarmos a criatividade juntos, as diferentes formas se misturam e resplandece a beleza, beleza das diferenças.

Entre um conjunto de cores cada pedacinho depende um do outro para chegar ao objetivo de construir uma bela colcha de retalhos.

Assim somos nós educadores, cada um possui uma característica, uma habilidade, uma responsabilidade, uma especialidade, um toque, um estilo, uma facilidade, uma prática, uma tarefa… Enfim, entre tanta diversidade em cada um possui uma peculiaridade, buscando atingir um objetivo comum, educar para a vida, formar um cidadão consciente e participativo, desenvolver habilidades, construir conhecimento, etc. Essa missão é árdua, porém muito gratificante, por isso devemos contar uns com os outros respeitando e acolhendo as diferenças.

Assim como a colcha de retalhos precisa de vários pedaços para ser construída, nós também precisamos uns dos outros (profissionais, pais, amigos, irmão, família, alunos e comunidade) para atingir nossos objetivos e contemplar a beleza dos resultados.



( Texto adaptado, sem a indicação do nome do autor)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Texto para reunião de pais

Pais Maus

“Um dia quando os meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães, eu hei de dizer-lhes:
- Eu amei-vos o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.

Eu amei-vos o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia. Eu amei-vos o suficiente para vos fazer pagar os rebuçados que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e vos fazer dizer ao dono: “Nós tiramos isto ontem e queríamos pagar”.

Eu amei-vos o suficiente para ter ficado em pé, junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o vosso quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos. Eu amei-vos o suficiente para vos deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.

Eu amei-vos o suficiente para vos deixar assumir a responsabilidade das vossas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração. Mais do que tudo, eu amei-vos o suficiente para vos dizer NÃO, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em alguns momentos até odiaram). Estas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente, venci... Porque no final vocês venceram também!

E qualquer dia, quando os meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães; quando eles lhes perguntarem se os seus pais eram maus, os meus filhos vão lhes dizer: “Sim, os nossos pais eram maus. Eram os piores do mundo...As outras crianças comiam doces no café e nós só tínhamos que comer cereais, ovos, torradas. As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvetes ao almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. Nossos pais tinham que saber quem eram os nossos amigos e o que nós fazíamos com eles.

“Insistiam que lhes disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Nossos pais insistiam sempre conosco para que lhes disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, eles conseguiam até ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata”!

“Nossos pais não deixavam os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para que os nossos pais os conhecessem. Enquanto todos podiam voltar tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelo menos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aqueles chatos levantavam para saber se a festa foi boa (só para verem como estávamos ao voltar)”.

“Por causa dos nossos pais, nós perdemos imensas experiências na adolescência. Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime”.

“FOI TUDO POR CAUSA DOS NOSSOS PAIS!” “Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o melhor para sermos “PAIS MAUS”, como eles foram. EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE: NÃO HÁ PAIS MAUS SUFICIENTES”!

(Dr. Carlos Hecktheuer, Médico Psiquiatra)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Construindo Pontes

Conta-se que, certa vez, dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito.
Foi a primeira grande desavença em toda uma vida trabalhando lado a lado, repartindo as ferramentas e cuidando um do outro.

Durante anos eles percorreram uma estrada estreita e muito comprida, que seguia ao longo do rio para, ao final de cada dia, poderem atravessá-lo e desfrutar um da companhia do outro. Apesar do cansaço, faziam a caminhada com prazer, pois se amavam.

Mas agora tudo havia mudado. O que começara com um pequeno mal entendido finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio.
Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem na sua porta. Ao abri-la notou um homem com uma caixa de ferramentas de carpinteiro na mão.
Estou procurando trabalho - disse ele.

Talvez você tenha um pequeno serviço que eu possa executar.
Sim! - disse o fazendeiro - claro que tenho trabalho para você. Veja aquela fazenda além do riacho. É do meu vizinho. Na realidade, meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo.

- Vê aquela pilha de madeira perto do celeiro? Quero que você construa uma cerca bem alta ao longo do rio para que eu não precise mais vê-lo.
Acho que entendo a situação - disse o carpinteiro. Mostre-me onde estão a pá e os pregos que certamente farei um trabalho que lhe deixará satisfeito.
Como precisava ir à cidade, o irmão mais velho ajudou o carpinteiro a encontrar o material e partiu.

O homem trabalhou arduamente durante todo aquele dia medindo, cortando e pregando. Já anoitecia quando terminou sua obra.

O fazendeiro chegou da sua viagem e seus olhos não podiam acreditar no que viam. Não havia qualquer cerca!
Em vez da cerca havia uma ponte que ligava as duas margens do riacho.
Era realmente um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou: você foi muito atrevido construindo essa ponte após tudo que lhe contei.
No entanto, as surpresas não haviam terminado. Ao olhar novamente para a ponte, viu seu irmão aproximando-se da outra margem, correndo com os braços abertos.

Por um instante permaneceu imóvel de seu lado do rio. Mas, de repente, num só impulso, correu na direção do outro e abraçaram-se chorando no meio da ponte.

O carpinteiro estava partindo com sua caixa de ferramentas quando o irmão que o contratou pediu-lhe emocionado: "espere! fique conosco mais alguns dias".
E o carpinteiro respondeu: "eu adoraria ficar, mas, infelizmente, tenho muitas outras pontes para construir."

Autor desconhecido
E você, está precisando de um carpinteiro, ou é capaz de construir sua própria ponte para se aproximar daqueles com os quais rompeu contato?

Já pensou como as coisas seriam mais fáceis se parássemos de construir cercas e muros e passássemos a construir pontes com nossos familiares, amigos e companheiros de trabalho.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

SE A ESCOLA FOSSE UMA ORQUESTRA

Se a escola fosse uma orquestra, seria possível ouvir-se a sinfonia da compreensão humana?
Como haver sinfonia se cada músico está com seu instrumento em um tom? Onde está o autor da sinfonia? Ou será que a orquestra é que não quer tocá-la?
A orquestra está desafinada.
E o maestro? Deve ser responsabilizado pelo insucesso?
E os ouvintes, por que não gritam?
Estão mudos?
Não; não sabem gritar.
Gritam , às vezes, buscando em outro músico o fracasso advindo do tom desafinado que emitem.
E você? Também é músico nesta orquestra?
A escola nunca será orquestra, se cada músico não se afinar. Os músicos devem interpretar a partitura da compreensão humana, para atender a cada ouvinte na sua individualidade.
Não basta simplesmente tocar.
A harmonia entre os músicos e os ouvintes é a compreensão, o respeito, a doação, o "assumir", é a responsabilidade, o envolvimento com o trabalho.
Reaja diante da música. Se um tom soa-lhe desafinado, pare!
O ponto de espera é calmo e longo; com sua ajuda virá outra música. Com certeza será o início de uma verdadeira orquestra onde todos possam entoar a música da Paz, da Harmonia, da Colaboração, do Respeito Mútuo.

http://letrinhasecompanhia.blogspot.com

domingo, 16 de agosto de 2009



"Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós." Antoine de saint-Exupery

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Alerta aos pais e educadores

A Delegacia de Houston, Estado do Texas, nos Estados Unidos, elaborou as seguintes regras para formar um filho delinqüente. São um alerta aos pais.
1) Desde pequeno, dê tudo o que o filho pedir. Desta forma, ele crescerá pensando que sempre terá tudo o que quiser. (O certo é não dar tudo o que o filho pedir).
2) Quando ele disser palavras imorais, ria com ele. Isto o fará pensar que é engraçadinho e o encorajará a aprender frases mais "engraçadinhas" ainda, que, mais tarde, vão lhe deixar completamente sem jeito. (O certo é repreender o filho quando ele disser palavras imorais, e não achar engraçado).
3) Nunca lhe dê orientação espiritual alguma. Espere até que ele complete 21 anos, e deixe-o decidir por si mesmo. (O certo é dar o ensino espiritual, desde cedo, como manda a Bíblia).
4) Evite o uso da palavra "errado". Pode desenvolver nele um complexo de culpa. Isto condicionará seu filho a acreditar, mais tarde, quando for preso por roubar um carro, que a sociedade está contra ele e que está sendo perseguido. (O certo: se precisar, deve-se mostrar o erro ao filho).
5) Apanhe tudo o que seu filho deixar espalhado: livros, sapatos e roupas. Faça tudo por ele e, assim, ele se acostumará a jogar todas as responsabilidades em cima dos outros. (O certo: não fazer tudo pelo filho; ensiná-lo a ter responsabilidade, cuidando de suas coisas, desde criança).
6) Deixe-o ler tudo que lhe caia nas mãos. Cuide sempre que as vasilhas, pratos, talheres e copos sejam esterilizados, mas deixe que sua mente se alimente de lixo. (O certo: examinar o que o filho ler, não permitindo literatura imoral no lar).
7) Brigue com sua esposa (ou com seu marido) freqüentemente na presença dos filhos; deste modo, eles não ficarão chocados mais tarde, quando o lar se desfizer. (O certo: jamais brigar com a esposa, muito menos em frente dos filhos).
8) Dê-lhe todo o dinheiro que ele quiser. Não permita que ele trabalhe para ganhar dinheiro. Por que ele teria que adquirir as coisas com as mesmas dificuldades que você? (O certo: se puder, dar a mesada aos filhos, orientando-lhes para o valor do dinheiro, sem gastar além do que recebe).
9) Satisfaça qualquer desejo de comida, bebida e conforto que ele queira. Providencie que todos os seus desejos sensuais sejam gratificados. A inibição de desejo pode dar origem a uma perniciosa frustração. (O certo: só satisfazer aquilo que é lícito e conveniente para os filhos)
10) Tome partido dele contra vizinhos, professores e policiais. Todos eles estão de prevenção contra seu filho. (O certo: se ele errar, nunca ficar de seu lado; ajudá-lo a corrigir as falhas, com amor e compreensão)
11) E, quando ele estiver seriamente envolvido em dificuldades, desculpe-se a si mesmo, dizendo: "Nunca consegui fazer nada com ele". (Procurar ajudar nas dificuldades, visando a correção e resolução dos problemas).
12) Prepare-se para uma vida de tristezas e sofrimentos. Você está fazendo tudo para tê-la. (O certo: usando a Palavra de Deus, preparar a família para uma vida de amor, obediência e dedicação a Deus).
Extraido do artigo " Criando filhos em tempos difíceis" Pr. Isaltino G.C. Filho

sexta-feira, 24 de julho de 2009

AMIGOS PARA TODOS OS TIPOS




Amigo Imã

Carrega você para todos os passeios...


Amigo Irmão

Muitas vezes você acha que ele é melhor que seu próprio irmão...


Amigo Parceiro


Sempre pronto para o que der e vier.


Amigo “viagem na Maionese”


Embarca junto com você em seus sonhos mais mirabolantes.


Amigo Barulho


Quando sai, deixa um silêncio incrível....


Amigo Banqueiro


Sempre ajuda você na $ hora $ difícei$.


Amigo Popular


Você tem que entrar na lista de espera para falar com ele.


Amigo Protetor


Defende você em situações difíceis.


Amigo Otimista


Esse tem a solução para tudo.


Amigo conselheiro


Vive dando conselhos, mesmo que você não peça.


Amigo Antigo


Para ser preservado.


Amigo Novo


Para ser conquistado.


Amigo sábio


Sabe quando falar e quando calar.


Amigo Experiente


Sempre sabe como fazer as coisas.


Amigo Anual.


Você encontra uma vez por ano, e nota que o tempo não acabou com o sentimento de amizade...

Autor desconhecido.

Reconheceu seu amigo em algum tipo?Seja qual for, ter amigos é uma grande benção!Preserve sempre suas amizades!
Feliz dia do amigo, seja amigo e nunca esqueça as palavras do sábio Rei Salomão: “ O amigo ama em todo o tempo e na angústia nasce um irmão.” Provérbios 17:17

segunda-feira, 20 de julho de 2009

A História do Lápis



O menino olhava a avó escrevendo uma carta. A certa altura perguntou:
-Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco
-E, por acaso, é uma história sobre mim?
A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:
-Estou escrevendo sobre você, é verdade.
Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.

O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial. E disse:

-Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!
No entanto, a avó respondeu:

- Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo:
 Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Essa mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade.
 Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor.
 Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça.
 Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você.
 Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida, irá deixar traços.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A União faz a diferença

Houve uma reunião em uma marcenaria, onde as ferramentas juntaram-se para acertar suas diferenças.O martelo estava exercendo a presidência, mas os participantes lhe notificaram que teria que renunciar.A causa? Fazia demasiado barulho e além do mais passava todo tempo golpeando.O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o Parafuso, dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo. Diante do ataque o parafuso concordou, mas por sua vez pediu a expulsão da lixa. Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos.A lixa acatou, com a condição de que se expulsasse o metro, que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fora o único perfeito.Nesse momento entrou o marceneiro, juntou todos e iniciou o seu trabalho.Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso. Finalmente, a rústica madeira se converteu num fino móvel.Quando a marcenaria ficou novamente sem ninguém, a assembléia recomeçou a discussão. Foi então que o serrote tomou a palavra e disse:- Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o marceneiro trabalha com nossas qualidades, ressaltando nossos pontos valiosos.- Assim, não pensemos em nossos pontos fracos e concentremo-nos em nossos pontos fortes. Então a assembléia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limpar e afinar asperezas e o metro era preciso e exato.Sentiram-se então como uma equipe capaz de produzir belos móveis da mais alta qualidade e uma grande alegria tomou conta de todos pela oportunidade de trabalhar juntos.O mesmo ocorre com os seres humanos. Basta observar. Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação torna-se tensa e negativa. Ao contrario, quando se busca com sinceridade os pontos fortes dos outros, florescem as melhores conquistas humanas.É fácil encontrar defeitos, qualquer um pode fazê-lo. Mas encontrar qualidades...Isto é para os sábios!!!

(autor desconhecido)
publicado por Sandra Cappelli

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009




"Mestre não é quem sempre ensina,
mas quem de repente aprende".
(Guimarães Rosa)"

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Educação por princípios

A Educação por Princípios é uma maneira de ensinar e aprender que coloca a Palavra de Deus no coração de cada matéria e ensina o aluno como pensar e aprender. É um método de educação que libera o potencial do indivíduo, forma o caráter cristão, constrói uma erudição baseada numa cosmovisão cristã e habilita líderes servidores.
Principais diferenciais:
O processo de ensino e aprendizagem envolve: pesquisa, raciocínio, relacionamento, registro/ aplicação;
Caderno de Anotações como instrumento para registro e domínio da aprendizagem pessoal;
Abordagem tutorial que identifica o estilo de aprendizagem de cada aluno;
Princípios de caráter cristão permeiam todo o processo de ensino e aprendizagem;
Perspectiva providencial da História;
Participação integrada da família.

O QUE É EDUCAÇÃO POR PRINCÍPIOS
Entendemos educação em seu sentido amplo como o processo de transmitir à próxima geração conhecimento e valores que a capacitem a uma participação construtiva na sociedade. Educar uma criança é trabalhar em um projeto de vida, o que compete primordiamente aos pais, como responsáveis diretos pelos resultados.
Conforme apresentada por Rosalie J. Slater (The Principle Approach - F.A.C.E. - Fundation for American Christian Education, EUA), que definiu e estruturou essa abordagem, Educação por Princípios é "um método cristão histórico de raciocínio bíblico, que faz das verdades da Palavra de Deus a base de cada assunto no currículo escolar".
Baseia-se na aplicação de quatro passos: Pesquisar, Raciocinar, Relacionar e Registrar, para promover o raciocínio com padrões cristãos e a expansão do entendimento".

http://www.aecep.org.br/

Um jeito diferente de olhar o Salmos 23


Recebí esse texto da minha amiga Nely e não poderia deixar de compartilhar com você.
O Senhor é o meu Pastor...Isto é relacionamento!
Nada me faltará...Isto é suprimento!
Caminhar me faz por verdes pastos...Isto é descanso!
Guia-me mansamente a águas tranqüilas...Isto é refrigério!
Refrigera minha alma...Isto é cura!
Guia-me pelas veredas da justiça...Isto é direção!
Por amor de seu nome...Isto é propósito!
Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte...Isto é provação!
Eu não temeria mal algum...Isto é proteção!
Porque tu estás comigo...Isto é fidelidade!
A tua vara e o teu cajado me consolam...Isto é esperança!
Unge a minha cabeça com óleo...Isto é consagração!
E o meu cálice transborda...Isto é abundancia!
Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida...Isto é benção!
E eu habitarei na casa do Senhor...Isto é segurança!
Por longos dias...Isto é eternidade!
"O que é mais valioso não é o que nós temos em nossas vidas, mas QUEM nós temos em nossas vidas."
Adaptado

domingo, 19 de outubro de 2008

Deixa Secar!


Mariana ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas. No dia seguinte, Júlia sua amiguinha, veio bem cedo convidá-la para brincar. Mariana não podia, pois iria sair com sua mãe naquela manhã. Júlia então, pediu a coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio. Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme por aquele brinquedo tão especial.
Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão. Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada. Chorando e muito nervosa, Mariana desabafou: "Está vendo, mamãe, o que a Júlia fez comigo? Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão. Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria, ir ao apartamento de Júlia pedir explicações. Mas a mãe, com muito carinho ponderou: "Filhinha, lembra daquele dia quando você saiu com seu vestido novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em sua roupa? Ao chegar em casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou. Você lembra o que a vovó falou? Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro. Depois ficava mais fácil limpar. Pois é, minha filha, com a raiva é a mesma coisa. Deixa a raiva secar primeiro. Depois fica bem mais fácil resolver tudo. Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu seguir o conselho da mãe e foi para a sala ver televisão. Logo depois alguém tocou a campainha. Era Júlia, toda sem graça, com um embrulho na mão. Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando: "Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atrás da gente? Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei. Aí ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado. Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você. Espero que você não fique com raiva de mim. Não foi minha culpa." "Não tem problema, disse Mariana, minha raiva já secou." E dando um forte abraço em sua amiga, tomou-a pela mão e levou-a para o quarto para contar a história do vestido novo que havia sujado de barro.
Nunca tome qualquer atitude com raiva. A raiva nos cega e impede que vejamos as coisas como elas realmente são. Assim você evitará cometer injustiças e ganhará o respeito dos demais pela sua posição ponderada e correta diante de uma situação difícil.
Lembre-se sempre: Deixe a raiva secar!
Emilio César Seidel da Silva

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Colar de diamantes


O colar de diamantes

Um rei presenteou sua filha, a princesa, no dia do seu aniversário, com um belo colar de diamantes.
A princesa ficou super feliz com aquele colar.
Certo dia, o colar desapareceu e as pessoas do reino começaram a procurá-lo por toda parte, mas ninguém o encontrou.
Alguns chegaram a cogitar a idéia de que um pássaro poderia ter levado o colar, fascinado pelo seu brilho.
O rei então ofereceu a recompensa de $ 50.000 para quem encontrasse o colar.
O tempo passou.....
Um dia um rapaz voltava para casa passando pelo caminho que ficava as margens de um lago muito sujo. Esse lago era próximo a área industrial da cidade e alí havia muita sujeira e resíduos das indústrias. Enquanto o rapaz andava próximo aquele lago completamente poluído, e mau cheiroso, ele viu o colar de diamantes. Que lindo era o brilho do colar!

O jovem então decidiu colocar as mãos nas águas imundas daquele lago e assim pegar o colar e receber a recompensa prometida.
Ele afundou sua mão naquela água e de repente o colar sumiu.
Tirou a mão e quando olhou e novo, lá estava o colar. Ele então decidiu mergulhar o braço todo e acabou sujando a sua calça. Mas estranhamente ele perdera de novo o colar!
O jovem ficou revoltado e deprimido, e resolveu deixar o colar. Quando saiu de perto do lago, ele olhou novamente e viu o colar, brilhando!
Ele então estava decidido a agarrar aquele colar. Ele se encheu de coragem, respirou fundo e mergulhou naquele lago, podre, muito sujo. Mergulhou, procurou e nada... Sentiu-se fracassado mais uma vez.
Passava por ali um senhor já de idade, um sábio, ele perguntou ao moço o que estava acontecendo por ali. Porque ele estava tão sujo. O jovem sem esperanças, como já dava o colar por perdido mesmo, contou o que estava acontecendo e como perdera várias vezes a oportunidade de resgatar o colar.
O sábio então lhe disse que talvez ele devesse olhar para cima, olhar para os galhos das árvores, ao invés de olhar para o lago imundo.
Quando o rapaz olhou para cima, lá estava o colar, e ele o tempo todo estava tentando segurar o reflexo do colar no lago.

Olhar para cima, olhar para Jesus por nele há resposta. Jesus é a solução!

Que tal deixar de lado a sujeira que o lago oferece e olhar para Jesus que além de dar um novo coração, Ele traz esperança, luz, salvação, paz e uma vida mais que abundante.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Deus vai perguntar aos pais.

Deus vai perguntar aos pais... Naquele dia...

O que será que Deus vai perguntar aos pais... Naquele dia...Deus não vai perguntar se vocês andaram na moda. Deus está mais preocupado com os nossos adornos internos: não quer que a gente guarde amargura, que a gente alimente pensamentos ruins.Deus não vai perguntar que tipo de carro você dirigiu. Ele deve perguntar se você apostou corrida com seu filho, se fez um desenho, e se de lhe deu uma amizade alegre.Deus não vai perguntar o tamanho da sua casa. Ele vai perguntar quantos colegas do seu filho você recebeu nela.Deus não vai perguntar sobre a cor da pele do seu filho. Ele vai perguntar sobre o conteúdo do seu caráter.Deus pode não perguntar se você trabalhou muito, mas pode perguntar se você descarregou ou descontou suas frustrações e cansaço em sua família.Deus já sabe que você cometeu erros com o seu filho, o que Ele pode lhe perguntar é se você pediu perdão quando errou e se procurou mudar de atitude.Deus não vai perguntar quanto vale seu tempo, mas Ele pode perguntar se você ajudou seu filho a fazer a lição. Se você o buscou na escola. Se você foi assistir a sua apresentação.Deus não vai perguntar o que aconteceu na novela, mas vai te perguntar se você mostrou a seu filho como juntar as mãos e orar, se você ensinou o seu coraçãozinho a amar a Palavra de Deus.Deus não deve perguntar qual era a sua posição social ou quanto pagou a uma babá, mas vai querer saber se foi você quem educou e inspirou seu filho.Talvez Deus não vai perguntar quantos filhos você teve. Mas Ele vai perguntar quantos filhos você realmente criou e se você foi pai ou mãe de verdade!Deus quer saber dos seus medos e angústias, assim como, Ele quer conhecer seus sonhos e vontades.Deus quer saber se seu filho pode se espelhar em você!Deus vai perguntar se você perdeu seu filho para o mundo, ou se o ganhou para Deus!Deus quer saber se o coração dos pais está voltado para os filhos, e se o coração dos filhos está voltado para os pais.E por fim, Deus vai querer saber se você amou o ser humano que Ele colocou em suas mãos.E o melhor de tudo é que há tempo para recomeçar, hoje, agora! Pois, amanhã pode ser o seu dia de responder essas perguntas para Deus...Senhor ajuda-nos! Transforme e mude completamente a nossa mente!“Ensina-nos a contar os nossos dias, para que o nosso coração seja sábio.” Salmos 90:12.
Alexandra Guerra é esposa e mãe.
Autora do livro " Infância: O Melhor Tempo Para Semear” da Editora Betânia. Pedagoga, palestrante e jardineira.Blog: alexaguerra.blogspot.com E-mail: alexaguerra76@hotmail.com

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Quem são as referências de nossas crianças?

As crianças precisam ver nos pais exemplos a seguir. Presenciamos o surgimento de uma nova geração com crianças sem referência, que não sabem ao certo para onde vão.

Elas imitam as atitudes e até mesmo as falas dos "heróis" que a tv lhes apresenta, porque isso é o que lhes acompanha no se dia a dia. São na maioria das vezes crianças que esqueceram a emoção de um abraço, e estão sempre agressivas, armadas, prontas para atacar, mesmo que a aproximação seja para lhes dar carinho e atenção.

Essas crianças agressivas e inseguras estão em busca de suas referências.
O que elas tem visto nos responsáveis e nos educadores que as cercam?
Quem são os jardineiros que estão cuidando desse jardim?
Sabemos que um jardim sem jardineiro não floresce............

Adriana Cabral



quarta-feira, 2 de julho de 2008

Texto: Cenoura, ovo e café


Uma filha se queixou a seu pai sobre sua vida e de como as coisas estavam tão difíceis para ela. Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir.
Estava cansada de lutar e combater. Parecia que assim que um problema estava resolvido um outro surgia.
Seu pai, um "chef", levou-a até a cozinha dele. Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto. Logo as panelas começaram a ferver. Em uma ele colocou cenouras, em outra colocou ovos e, na última pó de café. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra.
A filha deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo. Alguns minutos depois, ele apagou as bocas de gás. Pescou as cenouras e as colocou em uma tigela. Retirou os ovos e os colocou em uma tigela. Então pegou o café com uma concha e o colocou em uma tigela.
Virando-se para ela, perguntou:
- "Querida, o que você está vendo?"
- "Cenouras, ovos e café" - ela respondeu.
Ele a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras.
Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias.
Ele, então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse.
Ela obedeceu e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura.
Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café.
Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso.
Ela perguntou:
- "O que isto significa, pai?"
Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade, água fervendo, mas que cada um reagira de maneira diferente. A cenoura entrara forte, firme e inflexível. Mas depois de ter sido submetida à água fervendo, ela amolecera e se tornara frágil. Os ovos entraram frágeis, com sua casca fina e o líquido interior, mas depois de terem sido colocados na água fervendo, seu interior se tornou menos frágil, mais rijo.
O pó de café, contudo, era incomparável. Depois que fora colocado na água fervente , ele havia mudado a água.
- "Qual deles você quer ser?" ele perguntou a sua filha. Quando a adversidade bate a sua porta, como você vai responder? Você vai ser como a cenoura, um ovo ou um pó de café?"
E você?
Você quer ser como a cenoura que parece forte, mas que com a dor e a adversidade, murcha, se torna frágil e perde sua força?
Ou, será que você quer ser como o ovo, que começa com o interior maleável, mas depois de uma crise, uma falência, um divórcio ou uma demissão, você se tornou mais difícil e duro?
Sua casca parecerá a mesma, mas você estará mais amargo e obstinado, com o coração e o espírito inflexíveis...
Ou será que você quer ser como o pó de café? Ele muda a água fervente, aquilo que está trazendo a dor, para conseguir o máximo de seu sabor, a 100 graus centígrados. Quanto mais quente estiver a água, mais gostoso se torna o café.
Se você quer ser como o pó de café, quando as coisas se tornam piores, você aproveita para crescer, se torna melhor e faz com que as coisas em torno de você também melhorem.
Como você vai lidar com a adversidade?
Como você quer ser? Afinal, se o que distingue o ser humano é o livre arbítrio, você é quem escolhe!
contribuição de Nelly Pena

segunda-feira, 30 de junho de 2008


A GENTE SE ACOSTUMA
Marina Colassanti

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e não ver vista que não sejam as janelas ao redor. E porque não tem vista logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma e não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, se esquece do sol, se esquece do ar, esquece da amplidão.

A gente se acostuma a acordar sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder tempo. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E não aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: “hoje não posso ir”. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisa tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que se deseja e necessita. E a lutar para ganhar com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar nas ruas e ver cartazes. A abrir as revistas e ler artigos. A ligar a televisão e assistir comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição, às salas fechadas de ar condicionado e ao cheiro de cigarros. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam à luz natural. Às bactérias de água potável. À contaminação da água do mar. À morte lenta dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter galo de madrugada, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta por perto.
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta lá.Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua o resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem muito sono atrasado.
A gente se acostuma a não falar na aspereza para preservar a pele. Se acostuma para evitar sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.